Remake de Pokémon LeafGreen feito por IA viraliza com visuais perturbadores


Um desenvolvedor conhecido como Paulius chamou atenção nas redes sociais ao apresentar uma recriação em 3D do início de Pokémon LeafGreen. O projeto permite explorar Pallet Town em primeira pessoa, visitar o laboratório do Professor Carvalho e participar da tradicional escolha do primeiro Pokémon.

A demonstração foi produzida em aproximadamente 12 horas com a ajuda do Claude Opus 5, modelo de inteligência artificial da Anthropic. O desenvolvedor utilizou um fluxo chamado Ultracode, no qual diferentes agentes de IA trabalharam paralelamente em elementos como cenários, iluminação, modelos, interface e desempenho.

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Projeto começou com apenas um comando de texto

O desenvolvimento começou em 29 de julho de 2026, quando Paulius enviou uma única instrução pedindo uma recriação moderna de Pokémon LeafGreen, com visual cartunesco, câmera em primeira pessoa e qualidade semelhante aos jogos mais recentes de Animal Crossing.

O comando também solicitava que vários agentes trabalhassem separadamente e revisassem continuamente o resultado. A IA deveria comparar capturas de tela, criticar problemas visuais e refazer os elementos que não atingissem o nível de qualidade solicitado.

O projeto também recria o laboratório do Professor Carvalho e a sequência em que o protagonista escolhe entre Bulbasaur, Charmander e Squirtle. É aqui que a situação fica bem estranha com o visual dos Pokémons.

Pokémon iniciais ficaram longe dos modelos oficiais

Remake de Pokémon LeafGreen feito por IARemake de Pokémon LeafGreen feito por IA

Embora Pallet Town apresente árvores, casas, água, iluminação e uma direção artística relativamente consistente, os modelos dos Pokémon iniciais foram um dos pontos mais comentados nas redes sociais.

Bulbasaur, Charmander e Squirtle aparecem com proporções estranhas, rostos deformados e características que nem sempre correspondem aos designs originais. O próprio Paulius brincou com o resultado ao divulgar o projeto, descrevendo a cena dos Pokémon iniciais como perturbadora.

As deformações mostram uma das principais limitações atuais desse tipo de ferramenta. A inteligência artificial consegue programar sistemas, gerar formas geométricas e montar cenários rapidamente, mas ainda encontra dificuldades para reproduzir personagens reconhecíveis e manter uma direção artística precisa sem ajustes manuais.

Um experimento interessante, mas ainda distante de um jogo completo

Pokémon LeafGreen foi lançado originalmente para Game Boy Advance em 2004 como uma releitura de Pokémon Green, acompanhando Pokémon FireRed. Mais de duas décadas depois, o título continua sendo lembrado principalmente por atualizar a região de Kanto com gráficos e mecânicas da terceira geração. A demonstração criada por Paulius oferece uma ideia de como parte dessa aventura poderia funcionar em primeira pessoa, ao mesmo tempo que mostra os limites da geração automatizada de jogos.

O fato de uma IA conseguir produzir em poucas horas um cenário tridimensional explorável, com controles, interiores, iluminação e áudio procedural, representa um avanço considerável para a criação rápida de protótipos. Ainda assim, os modelos deformados, a ausência das principais mecânicas e o escopo reduzido deixam claro que transformar esse material em um jogo completo exigiria desenvolvimento, supervisão artística e testes realizados por pessoas.





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