CEO da Sony explica por que a empresa não está mais fazendo “marketing agressivo” do PlayStation 5


O CEO da Sony, Hiroki Totoki, confirmou que a empresa não está mais fazendo “marketing agressivo” do PlayStation 5, afirmando que isso não é mais necessário agora que o console está nas fases finais de seu ciclo de vida.

Já se passaram quase seis anos desde o lançamento do PlayStation 5, em novembro de 2020. Percorremos um longo caminho desde os dias em que os revendedores clandestinos tornavam as compras quase impossíveis; mas esses consoles estão novamente praticamente esgotados em várias grandes lojas, após a exibição do vídeo da Rockstar sobre GTA 6, lançado na Netflix na última quinta-feira (27).

Hiroki Totoki, CEO da Sony, explicou essa estratégia durante uma entrevista ao Wall Street Journal em meados de agosto, na qual admitiu que o objetivo atual da empresa é lucrar o máximo possível com a base de usuários existente do PlayStation Plus.

“Estamos na segunda metade do ciclo de vida de um console PlayStation”, disse ele. “Isso significa que não precisamos ‘vender agressivamente’ o console hoje. Em vez disso, estamos nos concentrando na receita recorrente proveniente da base de usuários fiéis. E, atualmente, o PlayStation Plus já conta com mais de 125 milhões de usuários ativos mensais, e saber como monetizar a partir desses usuários é muito importante para nós”.

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Como era de se esperar, os comentários abaixo do vídeo não deixam de destacar os planos futuros da empresa de encerrar a produção de discos físicos de jogos a partir de janeiro de 2028; um deles diz no YouTube: “Eles vão se arrepender de terem abandonado a mídia física”.

Em julho, o diretor financeiro da Sony, Lin Tao, confirmou que a empresa “avançará com cautela” na eliminação dos discos físicos, argumentando que essa decisão foi tomada em resposta à crescente “digitalização de conteúdos”.

E, em 21 de agosto, a Sony respondeu a uma ação coletiva movida por consumidores que alegavam que a loja digital do PlayStation não deixa claro que os jogadores estão apenas adquirindo uma licença revogável, em vez de possuir os jogos integralmente e de forma permanente.

“Na era digital, não é plausível alegar que consumidores razoáveis acreditavam estar adquirindo a ‘propriedade’ de um jogo digital”, afirmou a empresa.

Até o momento, o futuro do PlayStation 6 é uma incógnita, mas os jogadores estão preocupados com a possibilidade de tanto esse console quanto o Project Helix, do Xbox, serem exclusivamente digitais.


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