fundadores da Romero Games, do criador de Doom, dizem que mercado de games está pior do que durante o crash de 1983


Virou rotina noticiar demissões, cancelamentos e fechamentos de jogos e estúdios na indústria de games. Por exemplo, na semana passada, a Epic Games demitiu mais de 1000 funcionários devido à queda de desempenho do Fortnite; a Sony fechou a Bluepoint Games, desenvolvedora responsável pelos ótimos remakes de Demon’s Souls e Shadow of the Colossus, e esses são apenas alguns exemplos de como a indústria de videogames tem estado muito movimentada. Obviamente, essas movimentações são sentidas até mesmo por veteranos da indústria como John e Brenda Romero — John é um dos criadores de Doom, enquanto Brenda trabalhou na clássica franquia Wizardry.

Créditos: Gamesindustry.biz

Em entrevista à GamesIndustry.biz, o casal compartilhou as perspectivas que tem para o futuro do mercado de games e afirmou que as coisas estão piores do que no crash de 1983. “Sinto que a indústria está numa situação realmente terrível”, disse Brenda. “Quer dizer, nós passamos pela crise dos anos 80, e esta é definitivamente pior. Há pouquíssimas pessoas que não foram afetadas, ou cujos parceiros foram afetados, ou que estão preocupadas em ser afetadas. É um momento muito difícil agora.”

A Romero Games, desenvolvedora de John e Brenda, perdeu o financiamento do próximo game do estúdio em consequência das demissões anunciadas pela Microsoft em julho de 2025. O projeto ainda não anunciado é um jogo FPS desenvolvido no Unreal Engine 5, e isso é tudo o que sabemos sobre o título. Mas Brenda esclareceu o que aconteceu com a empresa após o fim da parceria com o Xbox. “Nós nunca fechamos”, explicou Brenda ao GI.biz. “E foi, obviamente, um período extremamente turbulento. Mas conversamos com vários lugares diferentes, a empresa sobreviveu e o jogo sobreviveu.”

“Sei que vamos ficar bem por um tempo”, explicou ela. “E se algo der errado e 2027 for outro ano ‘emocionante’, pelo menos teremos tido uma boa jornada.”

Brenda disse ter certeza de que as pessoas “vão continuar jogando”, mas não tem uma visão tão positiva de como a indústria vai reverter toda essa crise. Em 1983, a Nintendo e Super Mario Bros. ajudaram a arrumar a casa, mas os cenários, o tamanho do mercado, o faturamento e tudo ao redor do mundo dos games é bem diferente no momento.

“Este é realmente um daqueles momentos em que eu não sei”, admitiu Brenda. “E você ouve nos bastidores que há uma enorme pressão para que as equipes usem IA generativa, mas também uma enorme resistência por parte das equipes e dos jogadores em relação ao uso de IA generativa… e, antes que você pergunte, nós não estamos usando IA generativa. Então, eu não sei.”


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